segunda-feira, novembro 02, 2009

domingo, novembro 01, 2009

segunda-feira, outubro 26, 2009

cemitério fechado

segunda
os mortos
descansam

sábado, outubro 24, 2009

c'est ça

au dessus des toits:

- étoile c'est toi
- estrela é ela

e lá está
c'est trop tôt
no pesar do tempo
apesar das horas

:au dessous de toi

mayra e talita

whisky e dia frio-sur-seine

- você acha bom a possibilidade?
- acho ótimo já, ela só, a possibilidade.
- sim, e ela possivel? você acha bom?

sexta-feira, outubro 23, 2009

empty and luck

Vou escrever algumas palavras. Vejo uma joaninha vermelha clássica, com bolinhas pretas. Ela caminha em minha mão. Levanto-me e vou até a escritora americana que escreve ao meu lado. Ontem mesmo aprendi que “vide” é “empty”. Sem inglês nos lábios, aponto com a outra mão a joaninha agora parada. “it’s luck”, diz ela. Então a faço caminhar por todo meu corpo.

quinta-feira, outubro 22, 2009

segunda-feira, outubro 19, 2009

quarta-feira, outubro 14, 2009

promenade sur seine

Existe um nada onde nada cabe.
É lá que eu sou.

Até a água fria é mais quente que minhas mãos frias.
E o vento frio é mais quente que meu corpo frio.

Enquanto eu morria, algo de vida, um novo começo nascia nele.
A vida é sempre mais forte.
Seria qualquer coisa de egoísta querer que a vida respeitasse a morte.
A vida nunca faz luto, sempre nasce pela primeira vez

Não se trata nem de dormir nem de acordar. Não sabemos de que entrega se trata.

Mas no crepúsculo alguma coisa morre, aí posso morrer.

sábado, outubro 10, 2009

eterno retorno

Não sei o que some, se eu ou você ou ambos. Talvez nem tenhamos notado, a não ser por qualquer vento que soprou percebidamente. Vi qualquer coisa disso e me fez lembrar você. Nos Alpes da suíça. Folhas amarelas, laranjas, verdes e ocres, todas num mesmo galho e num todo de des-cores. Subi montanhas e caminhei por lagos e encontrei cachoeiras e vacas. E era lindo. E isso é tudo. Isso de algo ser lindo. E é assim que reapareço: pela lindeza. Através dela. E mais nada, afinal a lindeza não precisa de mais nada. Espero que você retorne. Pela lindeza.

(para as pequenas coisas que têm a capacidade de desaparecer)

terça-feira, setembro 29, 2009

sábado, setembro 26, 2009

cada canto no seu canto - atelier


Vernissage Expo: "CorpoArtista", Bienal B

as meninas lindas... obrigada pessoal da Galeria de mArte, Maya (que fez tudo), Cassi (que fez tudo junto)
Foto de Cassiano Stahl

domingo, setembro 20, 2009

sábado, setembro 19, 2009

samedi soir

Hoje ninguém

Nem um gato dócil inexistente
Apesar do manto que faz às vezes do colo quente

Hoje ninguém

Nem as palavras chegadas aqui ao meio-dia,
antes mesmo do jornal da manhã lá ainda não lido

hoje ninguém

nenhuma história nova prometida,
nem uma cantoria falada gravada a pedido
por conta de uma saudade repentina do ouvido

hoje ninguém

nem as palavras insones de desconhecido
em breve mais próximo que os mais próximos

hoje nada

nem horóscopo

nem cadarços molhados

porque o sereno foi fraco

enquanto o sono se foi

hoje desde ontem
o desespero confuso afirmou-se acontecido
nada pode mais agonizar
e por isso as palavras são inúteis
enquanto o corpo realiza suas explosões aguardadas
as palavras não podem
nem querem
nem devem mais
nada
inventar

hoje ninguém

enquanto hoje alguém

sexta-feira, setembro 18, 2009

quinta-feira, setembro 17, 2009

quarta-feira, setembro 16, 2009

terça-feira, setembro 15, 2009

SOBRE ESPERAR ESTRELAS

" Vous allez dans un nouveau pays, et vous recréez la constellation"
Anaïs Nin, 1942

segunda-feira, setembro 14, 2009

quinta-feira, setembro 10, 2009

um insone

repete diversas vezes que ainda é cedo para pensar em insônia.

quarta-feira, setembro 09, 2009

guarda-chuva de filo

para que as meninas dos meus olhos permaneçam desprotegidas
(para andréa e bianca)

mesa de canto


segunda-feira, setembro 07, 2009

domingo, setembro 06, 2009

impluvium V, encore...

les trois





sur marnay

depois da chuva abriu sol com vento.
o vento me fez escutar o barulho do rio.
é do rio?

o rio faz um silêncio alto.

quarta-feira, setembro 02, 2009

sábado, agosto 29, 2009

terça-feira, agosto 25, 2009

domingo, agosto 23, 2009

quinta-feira, agosto 20, 2009

talvez

parfois
c´est presque
parfait

sábado, agosto 15, 2009

avec vous

no meu deserto escorrem lágrimas.
a pele arrepia como se aqui pudesse nascer,
qualquer coisa,
mesmo que
pêlo
pelas tuas palavras vivas

domingo, agosto 09, 2009

quasidade

Não te quero em seu habitat
você
no meu
mal-me-quer

sábado, agosto 08, 2009

en(s)trelinhas

entrelinhas são estrelinhas.
porque se existe uma linha e outra linha e entre elas existeum entre,
o que mais poderia ser esse entre senão estrelinhas?
a linha é reta e a estrela dispersa.
entre duas linhas retas
uma estrela
entre elas
dispersa...

(definição para Entrelinhas, a pedido de Paula Trusz Arruda)

quarta-feira, agosto 05, 2009

penso em acontecer,
qualquer hora dessas.
só pra ver
o que mais pode
não
acontecer.

sexta-feira, julho 31, 2009

domingo, julho 19, 2009

música de nanquim

para quem trabalha e não vê o diabo do tempo passar
para o que dispara (diz, pára!) o coração
e não nos deixa em paz...

(música de nanquim)

domingo, julho 05, 2009

narrador - detetive


Paris me faz pensar que :
O narrador, só pode ser ele, detetive.
O narrador – detetive. Que conta não para contar.
Conta para descobrir.
Para o narrador – detetive, os personagens periféricos são mais importantes, afinal, os principais normalmente sabem que estão sendo observados.
Ao contar o que os periféricos não escondem, o narrador – detetive descobre o que ele nem mesmo estava procurando descobrir acerca dos principais.
Em paris, interessa observar os periféricos.
E contar para descobrir.

segunda-feira, junho 08, 2009