o emvolta me engoliu.
assim como o fora torna-se dentro.
e depois se desconfigura o dentro, claro.
mas enquanto ele existe como dentro, ele é o dentro que antes era fora.
fora-dentro-fora.
um finito outro infinito.
uma passa passa passa.
o outro sempre se atravessa...
incessantemente vem desacomodar...
domingo, agosto 21, 2005
sexta-feira, agosto 19, 2005
quarta-feira, agosto 17, 2005
domingo, agosto 14, 2005
sábado, agosto 13, 2005
sexta-feira, agosto 12, 2005
coisas
Olhava muito pros detalhes das coisas
não sei se com atenção. Não, provavelmente não.
olhava texturas e formas.
mas gostava era de olhar bem de perto mesmo.
acho que precisava fingir que prestava atenção em outras coisas para ouvir e sentir o entorno
achava que o "em volta" prestava atenção nela,
olhava pra ela, a observava de todos os seus pontos
então fingia não observar que o "em volta" a observava.
assim aprofundava-se na superfície das coisas, de forma distraída e completamente atenta ao seu próprio invólucro.
não sei se com atenção. Não, provavelmente não.
olhava texturas e formas.
mas gostava era de olhar bem de perto mesmo.
acho que precisava fingir que prestava atenção em outras coisas para ouvir e sentir o entorno
achava que o "em volta" prestava atenção nela,
olhava pra ela, a observava de todos os seus pontos
então fingia não observar que o "em volta" a observava.
assim aprofundava-se na superfície das coisas, de forma distraída e completamente atenta ao seu próprio invólucro.
terça-feira, agosto 09, 2005
sexta-feira, agosto 05, 2005
historinha
eu fui parar neste caminho
do trágico parei no triste
do esquecimento parei na repetição
esqueci, lembrei pouco, o que sobrou repeti...
mas não ficou diferente
e agora
tô buscando um território
para minhas lágrimas
do trágico parei no triste
do esquecimento parei na repetição
esqueci, lembrei pouco, o que sobrou repeti...
mas não ficou diferente
e agora
tô buscando um território
para minhas lágrimas
segunda-feira, agosto 01, 2005
quarta-feira, julho 27, 2005
terça-feira, julho 26, 2005
.
que coisinhas são essas que não me deixaram dormir?
será que conseguiram sair?Ou será que já estavam fora?
será que conseguiram sair?Ou será que já estavam fora?
sábado, julho 23, 2005
para o vazio
Quando falo de vaga,
Por mais que digam que ela é espaço e por isso é cheia,
Falo da vaga do vazio.
E quero falar desse vazio da forma,
Da sombra,
Do cheiro,
Por mais que estes constituam espaços
Quero falar do não – lugar que estes lugares são.
O não – espaço que os espaços tornam-se
O que que há na vaga?
Não há nada que preencha matericamente,
Apesar de o sentimento de vazio ser concreto,
Ser um bolo de massa rígida,
Endurecida e acomodado no dentro.
Porque a vaga é o próprio vazio de suas bordas...
É como o tempo vazio, sem acontecimentos...
Na movimentação de instantes criando novos...
Mas isso é bobagem.
O novo se demora no mesmo...
A espera também é vaga e divaga...
E tem muito de eu no vazio de tudo.
O vazio da vaga abriga vazios de eus cheios de si.
Aquilo que carrego, uma estante cheia, é vazia.
Em seu desequilíbrio, na ilusão das coisas que podem cair...
Não caem porque não existem...
Quero carregar armários de costas.
Não quero ver seu-vasto-vazio-meu.
Por mais que digam que ela é espaço e por isso é cheia,
Falo da vaga do vazio.
E quero falar desse vazio da forma,
Da sombra,
Do cheiro,
Por mais que estes constituam espaços
Quero falar do não – lugar que estes lugares são.
O não – espaço que os espaços tornam-se
O que que há na vaga?
Não há nada que preencha matericamente,
Apesar de o sentimento de vazio ser concreto,
Ser um bolo de massa rígida,
Endurecida e acomodado no dentro.
Porque a vaga é o próprio vazio de suas bordas...
É como o tempo vazio, sem acontecimentos...
Na movimentação de instantes criando novos...
Mas isso é bobagem.
O novo se demora no mesmo...
A espera também é vaga e divaga...
E tem muito de eu no vazio de tudo.
O vazio da vaga abriga vazios de eus cheios de si.
Aquilo que carrego, uma estante cheia, é vazia.
Em seu desequilíbrio, na ilusão das coisas que podem cair...
Não caem porque não existem...
Quero carregar armários de costas.
Não quero ver seu-vasto-vazio-meu.
sexta-feira, julho 22, 2005
ainda reclamações de cor
cor-rompida
quem foi que disse que a vida é colorida?
se não se tem ponto de chegada ou de partida...
quem foi que disse que a vida é colorida?
se não se tem ponto de chegada ou de partida...
terça-feira, julho 19, 2005
sexta-feira, julho 15, 2005
quinta-feira, julho 14, 2005
mudanças
perambluar por perâmbulos
sonâmbulos
de sonhos vivos
que maltratam
e perseguem o
sono do
morto acordado
sonâmbulos
de sonhos vivos
que maltratam
e perseguem o
sono do
morto acordado
quinta-feira, julho 07, 2005
post para post anterior (gritado)
Aquele post ali debaixo
é especialmente para aqueles que pensam que
são nômades. e que repetem o mesmo achando
que tem algo novo. e que não encontram no
hábito o habitar sem território.
é pra mim.
pra mim que uso esse chapéu.
é especialmente para aqueles que pensam que
são nômades. e que repetem o mesmo achando
que tem algo novo. e que não encontram no
hábito o habitar sem território.
é pra mim.
pra mim que uso esse chapéu.
terça-feira, julho 05, 2005
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