como aço
deixo o rastro na pele
rastro de
distração adormecida.
acometida pelo medo
de adormecer.
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
terça-feira, janeiro 31, 2006
sexta-feira, janeiro 13, 2006
terça-feira, janeiro 10, 2006
o preto
no escuro piso em falso, piso falso.
e apalpo e cheiro e ouço as formas deformadas pela subtração das referências.
e apalpo e cheiro e ouço as formas deformadas pela subtração das referências.
quinta-feira, janeiro 05, 2006
Em vôo - sob(re) paradoxos
Mapas são assim: levam a todos lugares e a lugar nenhum. Fazem todas as pessoalidades, singularidades; e ao conhecido, ao pessoal, ao territorial, nenhum.
Fazem todos os encontros do eu: eu-tu, ele-tu, tu-eu, eu-nós, eu-eu... e fazem encontro nenhum: o contorno descontornado.
Fazem todos os encontros do eu: eu-tu, ele-tu, tu-eu, eu-nós, eu-eu... e fazem encontro nenhum: o contorno descontornado.
quarta-feira, dezembro 14, 2005
domingo, novembro 27, 2005
quinta-feira, novembro 24, 2005
quarta-feira, novembro 23, 2005
terça-feira, novembro 22, 2005
sexta-feira, novembro 04, 2005
qualquer coisinha
Esvaziada, a vaga pede lugar.
Aliviada, cai, leve, desajeitada
E num espaço “ ” faz o cheio.
Aliviada, cai, leve, desajeitada
E num espaço “ ” faz o cheio.
sábado, setembro 24, 2005
di vagar
As coisas também fazem saudade entre si. A luz quando chega, deixa saudade no escuro. O escuro sente saudade daquela parte de escuro que virou luz. O barulho quando chega deixa saudade pro silêncio, o silêncio sente falta daquele pedaço de silêncio ocupado pelo barulho... mas o silêncio tb faz saudade quando invade a música... aquele pedaço de música em silêncio sente o vazio de não encontrar seu pedaço de música...
Tudo tem saudade e deixa saudade. O corpo tem saudade do outro corpo. Essa saudade chama-se “entre”. O entre tem esse nome estranho que quer dizer intervalo, mas também pode ser um chamado: “entre”! e então a saudade despede-se... e entra a extensão...
Alguém disse: “saudade é sempre saudade de casa”... e o que é a casa senão aquele território onde ocupamos com nossos devaneios e invenções? Portanto, o prego tem saudade do buraquinho do quadro, que é sua casa, sua morada, sua pequena tentativa de ser o mesmo, por alguns momentos;
E a casa tem saudade da infância...
Tudo tem saudade e deixa saudade. O corpo tem saudade do outro corpo. Essa saudade chama-se “entre”. O entre tem esse nome estranho que quer dizer intervalo, mas também pode ser um chamado: “entre”! e então a saudade despede-se... e entra a extensão...
Alguém disse: “saudade é sempre saudade de casa”... e o que é a casa senão aquele território onde ocupamos com nossos devaneios e invenções? Portanto, o prego tem saudade do buraquinho do quadro, que é sua casa, sua morada, sua pequena tentativa de ser o mesmo, por alguns momentos;
E a casa tem saudade da infância...
quinta-feira, setembro 15, 2005
sexta-feira, setembro 09, 2005
domingo, setembro 04, 2005
os pe(n)sares
nos devaneios noturnos sempre acabo achando que acho em meu pensamento algo de muito original...
repito diversas vezes, até que pareça estar gravado.
de manhã, lá vem o pensamento, bobo, pequeno, óbvio:
" o 'eu' pode ser como uma foto desfocada"...
e lá tá a imagem, na minha parede...
repito diversas vezes, até que pareça estar gravado.
de manhã, lá vem o pensamento, bobo, pequeno, óbvio:
" o 'eu' pode ser como uma foto desfocada"...
e lá tá a imagem, na minha parede...
sábado, setembro 03, 2005
almoço
O pai disse, tentando convencê-la de que era ela que não gostava de nada:
- o problema não são os lugares, o problema é a gente...
E ela:
- o problema é que a gente sempre vai junto quando a gente muda de lugar...
- o problema não são os lugares, o problema é a gente...
E ela:
- o problema é que a gente sempre vai junto quando a gente muda de lugar...
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