quarta-feira, fevereiro 08, 2006

como aço
deixo o rastro na pele
rastro de
distração adormecida.
acometida pelo medo
de adormecer.
como faço...
preciso adormecer caminhando
agora,
nessa noite vazia.
como faço?
vazia de vazio...
como faço?
como aço...

terça-feira, janeiro 31, 2006

sem querer

Se distrair é adormecer caminhando

sexta-feira, janeiro 13, 2006

impotência as vezes
vem postada mesmo

terça-feira, janeiro 10, 2006

deixar vir, indo.
indo ultrapassar o limite, o fronteiriço.
ir cortar a linha que me separa do chão que desconheço,
do chão que me faz desconhecer.
que me des forma.
desinforma.

o preto

no escuro piso em falso, piso falso.
e apalpo e cheiro e ouço as formas deformadas pela subtração das referências.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Em vôo - sob(re) paradoxos

Mapas são assim: levam a todos lugares e a lugar nenhum. Fazem todas as pessoalidades, singularidades; e ao conhecido, ao pessoal, ao territorial, nenhum.
Fazem todos os encontros do eu: eu-tu, ele-tu, tu-eu, eu-nós, eu-eu... e fazem encontro nenhum: o contorno descontornado.

quarta-feira, dezembro 14, 2005

impotência
vem em potes

domingo, novembro 27, 2005

Fase de fim... afinado.
Termina?
Ressoa?
Resta?
Deseja.

quinta-feira, novembro 24, 2005

um choro
jorro

quarta-feira, novembro 23, 2005

Melancolia,
Nostalgia...
Essa coisa que “ia”...
Nunca vai.
Fui destruindo todas as impossibilidades que poderiam ser calculadas.
Tudo que pudesse parecer inadimissível permitir ocorrer na minha medíocre existência
Fui destruindo...
Antes que pudesse ser destruída.
E assim destruí as flores.
E destruí meus dedos.
E destruí.
e.

terça-feira, novembro 22, 2005

Ser EGOÍSTA
apesar de você...

sexta-feira, novembro 04, 2005

qualquer coisinha

Esvaziada, a vaga pede lugar.
Aliviada, cai, leve, desajeitada
E num espaço “ ” faz o cheio.

sábado, setembro 24, 2005

di vagar

As coisas também fazem saudade entre si. A luz quando chega, deixa saudade no escuro. O escuro sente saudade daquela parte de escuro que virou luz. O barulho quando chega deixa saudade pro silêncio, o silêncio sente falta daquele pedaço de silêncio ocupado pelo barulho... mas o silêncio tb faz saudade quando invade a música... aquele pedaço de música em silêncio sente o vazio de não encontrar seu pedaço de música...
Tudo tem saudade e deixa saudade. O corpo tem saudade do outro corpo. Essa saudade chama-se “entre”. O entre tem esse nome estranho que quer dizer intervalo, mas também pode ser um chamado: “entre”! e então a saudade despede-se... e entra a extensão...
Alguém disse: “saudade é sempre saudade de casa”... e o que é a casa senão aquele território onde ocupamos com nossos devaneios e invenções? Portanto, o prego tem saudade do buraquinho do quadro, que é sua casa, sua morada, sua pequena tentativa de ser o mesmo, por alguns momentos;
E a casa tem saudade da infância...

quinta-feira, setembro 15, 2005

múltiplo

se ir embora não fosse uma saída,
não existiriam dois lugares. mas precisava existir tantos?
(alguém me diz pra onde devo ir?)

obs

qualquer lugar
que faça a função de gente.
por favor.

sexta-feira, setembro 09, 2005

.ser tão pouco ser.
.ser doer.
.se der.

domingo, setembro 04, 2005

os pe(n)sares

nos devaneios noturnos sempre acabo achando que acho em meu pensamento algo de muito original...
repito diversas vezes, até que pareça estar gravado.
de manhã, lá vem o pensamento, bobo, pequeno, óbvio:
" o 'eu' pode ser como uma foto desfocada"...
e lá tá a imagem, na minha parede...

sábado, setembro 03, 2005

almoço

O pai disse, tentando convencê-la de que era ela que não gostava de nada:
- o problema não são os lugares, o problema é a gente...
E ela:
- o problema é que a gente sempre vai junto quando a gente muda de lugar...