segunda-feira, abril 10, 2006
segunda-feira, abril 03, 2006
2001
"Poesia de guardanapo para a noite clara e sólida.
quiseste tu escolher teu caminho.
Intenso, mas curto
constante, mas longo?
quiseste tu me ver na luz clara da lua, morta e gélida.
quisera eu que a escuridão fosse vazia e a claridade intensa.
quisera eu acreditar na verdade única. que verdade seria?
aquela que me acalenta ou que me faz pensar?
querendo mudar, querendo sempre se acomodar".
"Poema de verso (tentativa dois, como acertar?)
por vezes seguidas tentar.
atentar ao pudor.
tentar, causando dor.
por inúmeros instantes procurar palavras de amor.
por que não calar?
não permitir esta ofensa nem o gesto do lugar.
fugir para longe: esfriar, esfriar.
Esquisito, mal sabe o que dizer,
página louca, perturbada,
que deseja o fim da carga, energia quer morrer.
(e a luz da lua inconstante a aparecer, grita:
-sou luz... do sol...)".
"Pede a todo instante
pelo fim do instante.
Ou pelo instante sem fim.
o que pedir?"
"Pensa nas promessas e mentiras ditas ao arvoredo.
Pássaros que escutam, sementes que brotam com medo.
O chão já concreto, despede suas raízes.
o caminho já nasce fraco, luta para prosseguir.
- tudo medo de si mesmo - diz o passarinho,
dono de longas asas, preparado para voar.
- que posso eu fazer, sem penas, só raízes?
- podes plantar o broto, que será o alimento da minha liberdade.
É. todos os sentimento são egoístas, inclusive os de liberdade".
quiseste tu escolher teu caminho.
Intenso, mas curto
constante, mas longo?
quiseste tu me ver na luz clara da lua, morta e gélida.
quisera eu que a escuridão fosse vazia e a claridade intensa.
quisera eu acreditar na verdade única. que verdade seria?
aquela que me acalenta ou que me faz pensar?
querendo mudar, querendo sempre se acomodar".
"Poema de verso (tentativa dois, como acertar?)
por vezes seguidas tentar.
atentar ao pudor.
tentar, causando dor.
por inúmeros instantes procurar palavras de amor.
por que não calar?
não permitir esta ofensa nem o gesto do lugar.
fugir para longe: esfriar, esfriar.
Esquisito, mal sabe o que dizer,
página louca, perturbada,
que deseja o fim da carga, energia quer morrer.
(e a luz da lua inconstante a aparecer, grita:
-sou luz... do sol...)".
"Pede a todo instante
pelo fim do instante.
Ou pelo instante sem fim.
o que pedir?"
"Pensa nas promessas e mentiras ditas ao arvoredo.
Pássaros que escutam, sementes que brotam com medo.
O chão já concreto, despede suas raízes.
o caminho já nasce fraco, luta para prosseguir.
- tudo medo de si mesmo - diz o passarinho,
dono de longas asas, preparado para voar.
- que posso eu fazer, sem penas, só raízes?
- podes plantar o broto, que será o alimento da minha liberdade.
É. todos os sentimento são egoístas, inclusive os de liberdade".
sábado, abril 01, 2006
quarta-feira, março 29, 2006
terça-feira, março 21, 2006
de segunda à segunda
Eu eu eu. Eu que não quero, eu que desespero. Eu que faço, e me desfaço.
Insônia, medo, angústia, dor. Triste. Dor-triste. Como é isso? Insônia. Não acerto a palavra. Não acerto, não encontro. Não durmo. Penso na palavra. Preso na palavra. Peso a palavra. Pesa. Pesada. Cansada. Sono, nada...
Insônia, medo, angústia, dor. Triste. Dor-triste. Como é isso? Insônia. Não acerto a palavra. Não acerto, não encontro. Não durmo. Penso na palavra. Preso na palavra. Peso a palavra. Pesa. Pesada. Cansada. Sono, nada...
segunda-feira, março 20, 2006
terça-feira, março 14, 2006
domingo, março 12, 2006
quarta-feira, março 01, 2006
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
segunda
abaixo da superfície da terra
ainda existem janelas
até o infinito do centro da terra
até lá existem janelas
os prédios são só
a ponta do iceberg
ainda existem janelas
até o infinito do centro da terra
até lá existem janelas
os prédios são só
a ponta do iceberg
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
para um amanhecer que nunca vêm (ou que nunca venha)
dois fingidores
fingindo não sentir dores
as cores que se vão
eles não acreditam
que se repetirão
amanhã
porque amanhã
nunca vêm
ou que nunca venha
fingindo não sentir dores
as cores que se vão
eles não acreditam
que se repetirão
amanhã
porque amanhã
nunca vêm
ou que nunca venha
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