terça-feira, novembro 17, 2009

Estrelas feitas de papel

Criei um novo blog para o projeto "um céu cheio de estrelas"...

Espaço de registro de uma ação poética que consiste em recolher desenhos de estrelas feitas em pedaços de papel para a construção de um céu de papel cheio de estrelas feitas por diversas pessoas. Este projeto teve início há alguns anos atrás e, em setembro do ano de 2009, as estrelas começaram a se multiplicar o que tornou possível a realização da junção das constelações para a feitura do céu. Também espaço para dar continuidade a este trabalho infinito de coleta de estrelas...

http://estrelasfeitasdepapel.blogspot.com/

segunda-feira, novembro 16, 2009

Estrelas escritas

"[24] Ela não brincava. Sim, era uma criança, mas não brincava. Preferia ficar quieta. Sozinha. Mesmo assim as outras crianças gostavam dela. E vez em quando a convidavam. Ela se concentrava ausente e desenhava estrelas, tantas e tão altas que eram levadas pela brisa, pelo silêncio e pelas ruas vazias". trecho de Tese de Doutorado de Angelica Munhoz, defendida na ultima sexta-feira...

sexta-feira, novembro 13, 2009

de alguma forma, disso se trata viver

Fiz para a maya esse vídeo. Há dias atrás ela me mandou um vídeo lindo, onde ela cantava “eclipse oculto”, uma música que sempre cantamos quando estamos juntas. Eu queria retribuir à altura, mas isso não existe. Isso da altura das retribuições. Daí escolhi uma música que amamos e a misturei com uma outra que a Maya ama tanto (que é surpresa) e que me lembra ela. Claro que tem alguns sérios problemas de afinação dos instrumentos (maya, um dos afinadores do violão quebrou e daí já viu: todas as outras cordas dançam no ritmo daquela imóvel), qualidade das imagens, e montagem tosca, né. Mas disso se trata viver... e nada tem que dar certo porque nosso amor é bonito.

Essa música é sobre Thelma e Louise. E por isso é sobre nós também. Ma e Maya.

Sopro de saudade de você, minha irmã.

beijo o ar, sopro o vento: não te esqueças, nos largamos daí.

(se for necessario)


segunda-feira, novembro 09, 2009

nove de novembro de dois mil e nove


o dia era antes.
antes de hoje.
o de hoje é dia novo.
te prometo.
nove de nove de nove.
novembro.
dia de Lou, Louveciennes.
Nin nous.
Anaïs e bala de anis.
Lu.
é dia novo de Nin de nous de anis.
te prometo.
capricórnio e incesto. em branco e preto.

***
amanhã faltará menos
mas os dias serão mais.
prometo

***
Dorme-acorda com sorriso nos lábios .
nem sabe por quê.
mas eu conto para você.
sonhou com dadaísmo:
recortou o fundo da fotografia.
fez uma forma com a tesoura
ou cortou exatamente sobre a linha do contorno.
lá fora cinza.
dentro
tinta.

***


o dia é hoje.
ele me leva
novo
porque nove
novembro cinza
trem cinza
roupa cinza
cinza novo
entre nós
nuvens
novela
quer ela
e também uma vela
para soprar
as nuvens
o cinza
e fazer o pedido:
sol de suar
cerveja para arejar
vento do mar
amar
amar
amar
...

para o lu, com amor









quarta-feira, novembro 04, 2009

sem desespero sem tédio sem fim

um presente que ganhei da maya, e que é mais que um presente so pra mim...
até caetano deveria ver isso...
e cazuza se fosse vivo...

http://margensdapalavra.blogspot.com/2009/11/sem-desepero-sem-tedio-sem-fim.html

daquelas coisas que valem desejar o eterno retorno.

segunda-feira, novembro 02, 2009

estrela feita de macabéa


na hora da estrela,

por André Stock

Estrela

Por Felipe

estrelas de botões e frutas


Por Marita Martins Redin

domingo, novembro 01, 2009

segunda-feira, outubro 26, 2009

cemitério fechado

segunda
os mortos
descansam

sábado, outubro 24, 2009

c'est ça

au dessus des toits:

- étoile c'est toi
- estrela é ela

e lá está
c'est trop tôt
no pesar do tempo
apesar das horas

:au dessous de toi

mayra e talita

whisky e dia frio-sur-seine

- você acha bom a possibilidade?
- acho ótimo já, ela só, a possibilidade.
- sim, e ela possivel? você acha bom?

sexta-feira, outubro 23, 2009

empty and luck

Vou escrever algumas palavras. Vejo uma joaninha vermelha clássica, com bolinhas pretas. Ela caminha em minha mão. Levanto-me e vou até a escritora americana que escreve ao meu lado. Ontem mesmo aprendi que “vide” é “empty”. Sem inglês nos lábios, aponto com a outra mão a joaninha agora parada. “it’s luck”, diz ela. Então a faço caminhar por todo meu corpo.

quinta-feira, outubro 22, 2009

segunda-feira, outubro 19, 2009

quarta-feira, outubro 14, 2009

promenade sur seine

Existe um nada onde nada cabe.
É lá que eu sou.

Até a água fria é mais quente que minhas mãos frias.
E o vento frio é mais quente que meu corpo frio.

Enquanto eu morria, algo de vida, um novo começo nascia nele.
A vida é sempre mais forte.
Seria qualquer coisa de egoísta querer que a vida respeitasse a morte.
A vida nunca faz luto, sempre nasce pela primeira vez

Não se trata nem de dormir nem de acordar. Não sabemos de que entrega se trata.

Mas no crepúsculo alguma coisa morre, aí posso morrer.

sábado, outubro 10, 2009

eterno retorno

Não sei o que some, se eu ou você ou ambos. Talvez nem tenhamos notado, a não ser por qualquer vento que soprou percebidamente. Vi qualquer coisa disso e me fez lembrar você. Nos Alpes da suíça. Folhas amarelas, laranjas, verdes e ocres, todas num mesmo galho e num todo de des-cores. Subi montanhas e caminhei por lagos e encontrei cachoeiras e vacas. E era lindo. E isso é tudo. Isso de algo ser lindo. E é assim que reapareço: pela lindeza. Através dela. E mais nada, afinal a lindeza não precisa de mais nada. Espero que você retorne. Pela lindeza.

(para as pequenas coisas que têm a capacidade de desaparecer)