sexta-feira, abril 29, 2005

não a nada como...

"povo de estrelas"
que não precisam de notas musicais
nem de fórmulas que são signos
nem signos que são desenhos
povo das estrelas
que não precisam de linhas de nanquim
nem de caminho que é repetição
nem repetição que é mesmo
povo das estrelas
que não querem parte que parte
não querem fim que é fim
mas querem sim
eu sei que querem...

quarta-feira, abril 27, 2005

rugas

para mãos em água gelada
coisinhas amarrotadas

sexta-feira, abril 22, 2005

L-E-T-R-A-S

UNIR VERSOS?
INUNIVEIS...
OS VERSOS SE BASTAM SÓ

terça-feira, abril 19, 2005

encontro

JOELHO COM JOELHO
PRA NÃO CAMINHAR

segunda-feira, abril 18, 2005

HORA

por minutos
e meses
a gota
do agora

sábado, abril 16, 2005

bailarino

por perto nego
de perto cego

um caminho no ar
uma "estrela fugaz"

os dedos que dançam
e fogem

sexta-feira, abril 15, 2005

procuro

onde está minha medida
desmedida?

quarta-feira, abril 13, 2005

tento

tanto tanto que desperdiça
o quanto de medida
desmedida enobrece
o frio triste
carece

terça-feira, abril 12, 2005

eu entendo

(?)sofrer é da vida(...)

segunda-feira, abril 11, 2005

duplo

vinho - performance
cabeça - amor
teatro - café
casa- apartamento
sorvete - futebol
sono - sono
fito paez - tom zé
água - água

quinta-feira, abril 07, 2005

deixar

Que escapem os projetos,
Que escapem as idéias e os processos
Que as crianças sejam
Sapo, mesa, dor, planta, cor
E que isso passe
.que passe.

quarta-feira, abril 06, 2005

para um músico de nanquin (e que ele leia)

triste
três
o canto em linhas
é triste
e termina
e invade e constrói
e dói

domingo, abril 03, 2005

nota-sombra

uma linha que quer continuar.
mas se perde, se desconfigura, se simula gente.

linha que é pauta
que aprisiona a nota
A luz que não se curva
aos caprichos da sombra

porque a sombra quer ser luz (?)
e a luz não faz curva
e por isso,
faz sombra.

sábado, abril 02, 2005

sonolento

A água gelada está na janela

É um universo


Fabuloso complemento

quarta-feira, março 30, 2005

esse é continuação do outro (lê o outro, lê o outro)

e essa era uma
música-ocorrência
que ocorreu de pressão
escapou da melodia
e virou
poesia -
minha só minha
Cê que sabe
Mas eu tento entender

A língua das cores
As cores da língua

Fecho os olhos pra esconder
Invisível, para crer

Dia dia dia
Choro, chorinho
Anos 20
Sofrer é da vida?


Mas é você que sabe
o que eu tento entender

quarta-feira, março 23, 2005

Subir em árvores

Subir em árvores, tirar proteção (abandonar chinelos)
Tocar os pés nas rasuras,
fissuras, entranhas, superfícies
Como artesão que empresta seus dedos,

emprestar os pés para ser bailarino,
para ser andarilho...
Caminhar entre raízes,

então pensar...
Cruelmente pensar...

terça-feira, março 22, 2005

qual que?

Qual a nota que tu tocas
qual a nota que te tocas?

segunda-feira, março 21, 2005

para a música de nanquim

através da cerca
cerquei teu olhar
acerca de mim
estava o mar

domingo, março 20, 2005

Mas a gente tenta! Por que que a gente tenta?

Vou querer dormir
Vou querer encontro
Vou querer morte
Vou querer sorte
Eu eu eu
Vício de eu.
Nada reserva
Nada preserva
Nada presente
Nada expoente
Nada só
Nada em pó
Nadar, só.
Nadar só.