quinta-feira, abril 22, 2010

quarta-feira, abril 21, 2010

terça-feira, abril 20, 2010

pouco antes de ir

para os amigos novos e do futuro...

Ana, Carol e Jean

domingo, abril 18, 2010

sábado, abril 17, 2010

sob (re) sereno

03h20 min

sob (re) sereno

23h 50 min

sob (re) sereno

Observatorio de sereno

A estrutura foi construída a partir de quatro suportes de metal (com função de suporte para caixa de abelha mas fora de uso). O uso do filó (tecido que possui fissuras) fala da poética da observação/olhar de detalhes efêmeros da natureza. Esta poética trata de algo que não se vê com claridade. Ao tentar registrar as etapas da formação do sereno, percebe-se a fragilidade dos métodos para descobrir o momento certo em que ele se forma. Não se trata de um fenômeno que acontece frente aos seus olhos de forma clara, por isso a escolha pelo uso do filo. As fissuras deste tecido conversam com a efemeridade do sereno ao se formar sob(re) um objeto. A construção de um observatório para realizar esta ação também fala da aposta no olhar. Trata-se de olhar e de convidar a olhar e não “pegar”, “apropriar”. De qualquer forma não deixa de ser uma ação que precisa do corpo para que aconteça. O corpo de quem se propõe a experienciar, o corpo do artista que registra.

Tal construção / intervenção deste observatório e ação de observação e registro aconteceu na cidade de Liberdade, em Minas Gerais, em Terra UNA, como o desenvolvimento do projeto para o qual fui selecionada no Prêmio Interações Florestais 2010.


quinta-feira, abril 15, 2010

da(s) viagen(s)

fiz uma viagem só

uma viagem só
(não a mesma)

terça-feira, abril 13, 2010

3 constatações de volta

1) são só alguns quilômetros, mas imagine a sensação do tempo que leva para atravessar o oceano.
2) é forte voltar depois de:
- um dia intenso
- o vento, agora sinto o vento
- confundir se
3) a gente cria frente as impossibilidades do desejo.
A gente cria porque deseja.
Criamos pequenas possibilidades

quinta-feira, abril 08, 2010

caro distante

Para chegar até aqui eu decidi escolher um meio de transporte mais lento.
Entre eu e tu, tudo estava muito próximo.
A medida em que o tempo passava, tão lentamente, você sumia.
Agora que já estou aqui, depois de optar pelo caminho mais lento, pelo caminho onde a superfície do que me transportava tocava a terra (assim podia sentí-la indo-se atrás dos meus pés), descobri que:
nem bem parti e já estou tão longe de ti, caro distante.

domingo, março 07, 2010

entre uma despedida e Liberdade
existe uma estrada.

entre tudo
e o que ainda é
quase nada.

sexta-feira, março 05, 2010

ela e ele e a rua dele (s)

andou ainda onde não
e lá já

já antes
antes deste agora
tinha estado

e lá já
também neste agora do "dia destes"
tinha estado

ela e ele. na rua dele.

e aqui já agora
ela e a rua dele.
sem ele.

quarta-feira, março 03, 2010

poema de distância

quilômetros de palavras para te dizer que:
o cheiro é ainda de alecrim,
e a rua que era minha e tua
agora anda nua de mim.

segunda-feira, março 01, 2010

dia dela

ela
Lou
vestida de sim
amanhece o sol
com tinta esmalte carmin
louca de amor e
fim
nunca sem sorriso
pagode e
alecrim.

para bianca, essa linda, doce e forte, que ANIMA meus dias e dança nossas noites regadas a pequenas mentiras sinceras

domingo, fevereiro 28, 2010

minas por alguns dias

cachaça diária.
manhã cedo de pé.
sonhos de pé.
pão de queijo de pé, descalço.
café.
açucar no café.
e fé. ah fé,
o pé movido.

quarta-feira, fevereiro 24, 2010

haicai de chegada

a estrada é bonita
no mar de areia
sem jangada

sábado, fevereiro 20, 2010

haicai de início

na borda do mar
principia


precipício

haicai de verão

pinheiro inclinado
espera



precipitação

domingo, fevereiro 07, 2010

uma super-dose
derrama-me, se te vejo.
por enquanto,
transbordo aos poucos.
contenta-me você,
a conta-gotas.

segunda-feira, fevereiro 01, 2010

chuva de verão

C´est la pluie sur nous
ou sommes-nous nus?