terça-feira, abril 27, 2010

Intervenção no corredor do Instituto de Artes







Intervenção no corredor do Instituto de Artes,
por Everton Netto, Isabel Ramil, Fernanda Paganin, Mario Terrazas e Mayra Martins.
Fotografias de Mario Terrazas
Após decidir o tecido branco e translúcido, conversamos sobre o aspecto de desenho desta instalação. Imaginamos que sendo o corredor uma estrutura no espaço, pensamos que o pano (por manter de certa forma a cor das paredes e por preencher o espaço horizontalmente, assim como são os tetos e chãos de prédios) poderia compor com esta estrutura-corredor re-desenhando este lugar, criando uma linha de corte que divide o espaço em dois, mas também criando blocos de estruturas dependendo de onde se olha. O corredor olhado de fora, antes de entrar, pode ser entendido como uma janela, um recorte, uma moldura, um enquadramento, e o pano, cortando esta paisagem, remodela o desenho.



segunda-feira, abril 26, 2010

das suavidades

ele é ávido
ela, sua(ve):
a suá vida

quinta-feira, abril 22, 2010

terça-feira, abril 20, 2010

pouco antes de ir

para os amigos novos e do futuro...

Ana, Carol e Jean

sábado, abril 17, 2010

sob (re) sereno

03h20 min

sob (re) sereno

23h 50 min

sob (re) sereno

Observatorio de sereno

A estrutura foi construída a partir de quatro suportes de metal (com função de suporte para caixa de abelha mas fora de uso). O uso do filó (tecido que possui fissuras) fala da poética da observação/olhar de detalhes efêmeros da natureza. Esta poética trata de algo que não se vê com claridade. Ao tentar registrar as etapas da formação do sereno, percebe-se a fragilidade dos métodos para descobrir o momento certo em que ele se forma. Não se trata de um fenômeno que acontece frente aos seus olhos de forma clara, por isso a escolha pelo uso do filo. As fissuras deste tecido conversam com a efemeridade do sereno ao se formar sob(re) um objeto. A construção de um observatório para realizar esta ação também fala da aposta no olhar. Trata-se de olhar e de convidar a olhar e não “pegar”, “apropriar”. De qualquer forma não deixa de ser uma ação que precisa do corpo para que aconteça. O corpo de quem se propõe a experienciar, o corpo do artista que registra.

Tal construção / intervenção deste observatório e ação de observação e registro aconteceu na cidade de Liberdade, em Minas Gerais, em Terra UNA, como o desenvolvimento do projeto para o qual fui selecionada no Prêmio Interações Florestais 2010.


quinta-feira, abril 15, 2010

da(s) viagen(s)

fiz uma viagem só

uma viagem só
(não a mesma)

terça-feira, abril 13, 2010

3 constatações de volta

1) são só alguns quilômetros, mas imagine a sensação do tempo que leva para atravessar o oceano.
2) é forte voltar depois de:
- um dia intenso
- o vento, agora sinto o vento
- confundir se
3) a gente cria frente as impossibilidades do desejo.
A gente cria porque deseja.
Criamos pequenas possibilidades

quinta-feira, abril 08, 2010

caro distante

Para chegar até aqui eu decidi escolher um meio de transporte mais lento.
Entre eu e tu, tudo estava muito próximo.
A medida em que o tempo passava, tão lentamente, você sumia.
Agora que já estou aqui, depois de optar pelo caminho mais lento, pelo caminho onde a superfície do que me transportava tocava a terra (assim podia sentí-la indo-se atrás dos meus pés), descobri que:
nem bem parti e já estou tão longe de ti, caro distante.