quinta-feira, dezembro 14, 2006

sábado, novembro 18, 2006

sexta-feira, novembro 17, 2006

escorre

"erguia os olhos a todo instante para o céu"

sexta-feira, novembro 10, 2006

Para o menino prudente e incandescente...

Junto da piscina,
desejo uma sacolinha de coisas.

(no dia 09/11/2006)
(um dia "daqueles" dos bons.)
entenda-se "daqueles" dos bons, aqueles dias
em que vc consegue colocar tudo o que encontra
dentro de um saco e ainda consegue a proeza
de ser colocado junto.
(entenda-se por "tudo" o que achar que se encaixa na definição de encontro)

Bovinar II (para desejos desejáveis)

Mas,
Afinal,
O que se faz?
Quando,
enquanto desejado,
O desejo,
torna-se consumado?
O jeito,
É ficar do lado.
Ou,
Quem sabe,
o desejo já desejado,
consumado,
Possa ser bem ruminado,
Para que,
Por algum tempo,
Possa ser
“prolongado”...

domingo, novembro 05, 2006

"bovinar" (para desejos indesejáveis)

Mas,
Afinal,
O que se faz?
Quando,
Depois de desejado,
O desejo,
Não pode ser consumado?
O jeito,
É deixar de lado.
Ou,
Quem sabe,
Um desejo já desejado,
Não consumado,
Possa ser bem ruminado,
Para que,
Por fim,
Possa ser
“Desdesejado”...

caixa de costura

domingo, outubro 29, 2006

quarta-feira, outubro 25, 2006

entorno

Será que vomitei a gota que era suficiente?
Ou será que qualquer gota é suficiente para entornar?
Gotejei?

sábado, outubro 14, 2006

dos amores capengas

tão capenga que capengou até as 3 da madrugada.
dos amores capengas, fico com os amores errantes.
afinal, a errância é uma das melhores derivas...

domingo, outubro 01, 2006

vidinha

atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
atravancamentos, atravessamentos
("só, nem ao menos Deus por perto")

quarta-feira, setembro 27, 2006

domingo, setembro 17, 2006

NO ESCURO OS OLHOS FICAM MUDOS.

segunda-feira, setembro 04, 2006

quarta-feira, agosto 30, 2006

terça-feira, agosto 29, 2006

redundância

ficava em média duas horas esperando
aqueles dois minutos terminarem.
mas os minutos, afinal, nunca terminam.
Porque sai um, vem outro...
como num relógio.

sopas e laranjas

fazem das laranjas, suco.
por que se bebe o que se pode comer?
acontece o mesmo com as sopas.

sábado, agosto 26, 2006

roubos, por enquanto

"uma noite longa, pra uma vida curta"

terça-feira, agosto 15, 2006

pra ele, por hoje

hoje aquele tal "menor"
transformou sua minoridade
na maior minoridade que eu já vi.
lindamente, não posso deixar de dizer...

parabéns pro menino-klein-klee-calder
que faz monocromo, rabiscos e móbiles de vento...

da Mayra

continua

caminha até a janela, que antes longe longe estava.
mas agora beira a "beradinha". encosta o ventre no parapeito
quando o ar insiste em adentrar sua côncava superfície abdominal.
em seguinda já o perde, e assim perde também o encontro assombroso com a beirada.
mas é tudo uma questão de insistência no caso dele.
não que ele insista. não, nada disso.
é o ar que insiste.
e é só por isso que vence. por insistência.
veja bem: o ar insiste em adentrá-lo. vence. e adentra.
o ar insiste então em abandoná-lo. vence. e abandona.
e desse jeito, estupidamente "mariposa" na luz, ele sobrevive. beirando a "beradinha".

segunda-feira, agosto 07, 2006

.

CALA A BOCA E RESPIRA!

ar.

e ele caminha. tem muito ar entre nós. não é vazio, é ar.
e ele caminha.
a janela fica longe, longe longe.
e o ar é pesado. mas e daí? vale quanto pesa, reza, leva.
já rezei. reza pra aplacar. mas tem coisa que faz o mesmo. um vaziozinho caí bem. ou melhor faz-me cair bem. e como é bom quando o tombo é bem caído. cair de jeito é um jeito tão desajeitado de cair.
um vaziozinho, por favor! um vazio para um tropeço que tenta chegar. se o vazio vem o tropeço acontece e se ele acontece vem o tombo e o tombo é realmente um cair de jeito. Nada de cair desajeitado, isso é coisa pra papel! papel que quer voar, quer voar e até que voa. até que voa bem... vai caindo, desajeitado, até tocar, de leve, a superfície passiva do chão... isso não é tombo! se bem que não tem como cair de jeito nesse lugar onde estamos.
ele já disse que existe muito ar entre nós. ar deixa o tombo desajeitado, não tem jeito mesmo... ar é uma merda mesmo. meia boca como quase tudo. faz uma pergunta, ele responde: "sei lá..." "vamos ver"... "deixa acontecer"... isso é coisa de papel. papel que cai desajeitadamente na superfície passiva e morta que é a superfície terrestre. Ar não faz voar nem pesa sobre minha cabeça e me imobiliza. ar é coisa muito meia boca.
e se tem ar entre nós não é a toa. sabemos bem. ar é isso. nos mantem sobrevivos. não vivos. manter não é coisa de vida. manutenção é coisa de ar mesmo.
respira então.

empreitada insônia

nem ao menos 24 horas
pra ser vagabunda.

palavras clichês (para tempos de... desformatura!)

minha des-formação
ganhou mãos, braços e abraços.
fui contida e desfeita por todos os lados.
nadei no liso, caminhei no estriado.
amei vocês.
estou amando.
tempo em vinil,
sépia russa em lazer,
Lp´s minoritários com desenhos "klee-klein-Calder".
sou um Maior abandonado em tempos de afectos.

*obrigada Fábio, Cris, Chico, Marcele, (meus amigos "lisos") e Lu (meu menino-menor)

quinta-feira, agosto 03, 2006

roubo necessário (para tempos de...)

Eu tô perdidoSem pai nem mãeBem na porta da tua casaEu tô pedindoA tua mãoE um pouquinho do braçoMigalhas dormidas do teu pãoRaspas e restos Me interessam Pequenas poções de ilusãoMentiras sinceras me interessam Eu tô pedindoA tua mãoMe leve para qualquer lado um pouquinhoDe proteçãoAo maior abandonadoTeu corpo com amor ou nãoRaspas e restos me interessamMe ame como a um irmãoMentiras sinceras me interessam Estou pedindoA tua mãoMe leve para qualquer lado Só um pouquinhoDe proteçãoAo maior abandonado...

domingo, julho 16, 2006

de fato, impessoal*

Futebol ao vivo.
um tanto impessoal.
jogadores são números
e todos nós e todos eles
filhos da puta.

*olha o que que um comum qualquer não faz com a gente... obrigada pela experiência...

terça-feira, julho 11, 2006

um lugar

primeiro vieram aquelas coisinhas
que para ela eram variações
e para ele, apropriações.
e teve o cavalo, a foto da ressaca, a própria madrugada.
para ela o inesperado, para ele, programado.

mas nem era tão programado assim.
porque fazia parte do programa a distração.
e num esquecimento desses dele
ela pôde se lembrar que viajar
distraído os fez esbarrar em coisinhas.

variadas e apropriadas.
na medida exata do desassossego.

segunda-feira, julho 10, 2006

porcarias

fico com o deserto então.
porque de certo, nada.
(nado no deserto)

só (nem ao menos Deus por perto)

se chegar é parar de ir embora,
fugir é não parar de ir embora nunca.
em tempos de incerteza,
fico com a fuga.

só (nem ao menos Deus por perto)

se chegar é parar de ir embora,
fugir é não parar de ir embora nunca.
em tempos de incerteza,
fico com a fuga.

quarta-feira, julho 05, 2006

sera(fim)?

dilatação
e fuga.
o sangue corre.
banho de água fria.
é bom para aquecer.

Ovelhas Negras de Mim *

Ela disse que a sala se enche de ar quando eu entro. Não é vazio, é ar. Ficamos sempre entre o ser e o não-ser (e quando o ser existe, tenho enxaqueca e quando o não-ser permanece não sinto os dias. Nem as noites). Ela lembrou de elfos, ninfas... Seres que são não-seres. E eu vinha pensando nos espirais da cidade antes de encontrar-me com ela. Onde eles estão? Para onde levam? Eis os usuários dos espirais da cidade.

Vejo um suicida que procura um espiral ao vento. E ele é como uma poesia que não foi publicada. Como aquela poesia que foi sendo guardada para outros tempos, ou então que não se encaixou em livro algum, em carta alguma, em lugar nenhum. Disse alguém então: “Por que publicar o que não presta? Porque o que presta também não presta. Além do mais, o que obviamente não presta sempre me interessou muito. Gosto do modo carinhoso do inacabado, daquilo que desajeitadamente tenta um pequeno vôo e cai sem graça no chão”.
Penso no suicida e a vida dele (que não deixa de sê-lo) como poesia não publicada. Dessa forma respondo à mulher que berra, sufocada com a decisão do suicida, decisão impossível para ela: “esse louco quer é aparecer!”...
Dessa forma, nesse pequeno vôo, sutilmente a vida-poesia torna-se publicável... Sua vida inacabada tem um gosto carinhoso – a sua existência é, simplesmente, uma tentativa, meio sem jeito, de voar – de ser ser, e de estar. Cairá “sem graça no chão”, como pena, papel amassado, balão furado... Mas será poesia-tentativa.
“Ovelhas Negras de mim querem encontrar os espirais da cidade. Onde estão?” Ouço os gritos de um homem. E assim vejo uma folha de caderno com rabiscos antigos voar desajeitadamente do 27o andar até cair, docemente, na superfície acimentada do submundo urbano.
Sopra o vento. Tem muito ar entre nós. Não é vazio. É ar. Só.


* o Caio faz isso com a gente.

sim e não

Se veste
e se investe
mas nada tece
nada tece...

se veste
e se reveste
mas não foge
da peste...

se veste
e se despe
se veste
e se despe...

quinta-feira, junho 29, 2006

responde

Seria melhor então
uma intensa tentativa
que alcançasse
o céu
mas que explodisse
em sua tenuidade

segunda-feira, junho 26, 2006

sexta-feira, junho 23, 2006

hoje

gotejando ao contrário.

"In fora" ou "In dentro"?

para sacolinhas

Como diria uma menininha:
Se lá fora é "lá In Fora" e se
lá dentro é "lá In Dentro",
dentro é dentro
e fora é dentro.
portanto,
ENTRO.

segunda-feira, junho 19, 2006

para um desejo desajeitado

tomara então
que meu desejo insista
e que não desista de
pequenísses...
porque senão
andando na pista
com as mãos tapando a vista
talvez eu não enxergue
pequenísses...

quinta-feira, junho 08, 2006

Agora

Agora, nada.
por agora.
caminhar por aí.
nada, agora.
desenvergonhar.
desespreguiçar.
desesperar.
não esperar.
agora. nada.

terça-feira, maio 30, 2006

agora e quando eu for velha

Quando eu for velha vou querer um aparelho pra não ouvir
e um cérebro-corpo de não pensar.
Agora, eu quero ficar velha logo.

hoje

ainda a gotejar

ontem

chovendo com a chuva

domingo, maio 28, 2006

Polvo de estrellas*

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale
Se aprende en la cuna,
se aprende en la cama,
se aprende en la puerta de un hospital.
Se aprende de golpe,
se aprende de a poco y a veces se aprende recién al final
Toda la gloria es nada
Toda vida es sagrada
Una estrellita de nada
en la periferia
de una galaxia menor.
Una, entre tantos millones
y un grano de polvo girando a su alrededor
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

Vale
Una vida lo que un sol
Una vida lo que un sol
Vale

Se aprende en la escuela,
se olvida en la guerra,
un hijo te vuelve a enseñar.
Está en el espejo,
está en las trincheras, parece que nadie parece notar
Toda victoria es nada
Toda vida es sagrada
Un enjambre de moléculas
puestas de acuerdo
de forma provisional.
Un animal prodigioso
con la delirante obsesión de querer perdurar
No dejaremos huella,
sólo polvo de estrellas.

*musiquinha de aniversário... inspirada pelo meninos "quintalogados" que acharam uma função cósmica para minha existência... amei...
(músicas, já que ganhei um presente sonoro repleto de chorados tangos)

sábado, maio 27, 2006

FUSIÓN

"¿Dónde termina tu cuerpo y empieza el mío?
A veces me cuesta decir.
Si desde el corazón a los dedosno hay nada en mi cuerpo que no hagas vibrar.
Donde termina tu cuerpo y empieza el cielo no cabe ni un rayo de luz.
Yo sólo quiero que sepas:no estoy aquí de visita,y es para ti que está escrita esta canción"

terça-feira, maio 16, 2006

pressões (InMim)

im (pressões)

máquina de escrever.
muito mais moderna,
você escreve, e ela, automaticamente,
já imprime o conteúdo.

domingo, maio 14, 2006

nu(m) papel de pão

Nu, num papel de pão,
escorregam vazios.
pequenas cascas antigas...
despejadas.

quinta-feira, maio 11, 2006

Intercaladas interdições

E por aqui, hora bom, hora ruim; hora boa, hora ruim.
E pro menino: hora boa e ruim! Pode ser?
E ela então entendeu que nem sempre era bom que cada uma carregasse apenas aquilo que lhe pertencesse. Porque talvez ela não fizesse parte da bagagem de alguns.
hora bom E hora ruim.

domingo, maio 07, 2006

Ela disse (em dia de jogo)

"Cada um fica com o que lhe pertence"
digo eu: "eu? eu danço comigo mesmo".
(prefiro não pertencer)

segunda-feira, maio 01, 2006

segunda-feira, abril 24, 2006

um vento

tem pó
o tempo?

ainda, o mar

Do cais ao caos...
do caos ao cais...
num movimento de ir e vir
onde ela se perdia e encontrava novos pedaços
e os perdia
e encontrava outros...

sexta-feira, abril 21, 2006

Via o mar. Via e via.
Será que não tinha pensado nisso antes?
Via o mar desde sempre. Só agora pensava que o via?
Devem ter tantas coisas que a gente vai vendo com o passar dos dias que a gente deve ficar impressionado. Imagina! Passar anos olhando pra mesma coisa e só, de repente, a ver!
O mar naquele dia estava igual.
Mas agora ela o via.
E via e via.
E não cansava.
Ondas em diagonais.
Ondas com a crista descompassada.
Ondas desritimadas.
Nada repetitivo.
E pensou, como nunca anteriormente havia pensado:
“Essa imensidão. Tão imensa para os olhos.
Como pode fazer isso que faz?
Me enche, me preenche, me transborda.
E ao mesmo tempo, me falta, me foge, me faz parecer que não tenho fundo”.

terça-feira, abril 18, 2006

Não foi ela que me disse, isso eu li num livro

"querem a minha perda".
fiquei querendo também.
(os percalços do desejo)

domingo, abril 16, 2006

segunda-feira, abril 10, 2006

Ela disse 3...

Ela disse tantas coisas...

Ela disse 2

"Peso não é o contrário de leveza.
Peso é intensidade".

Ela disse 1

"Nem o Bush sabe porque gosta tanto de fazer guerra"

segunda-feira, abril 03, 2006

2001

“Uma música que não preenche.
To incômoda. Cômoda. Som”.

2001

"Poesia de guardanapo para a noite clara e sólida.
quiseste tu escolher teu caminho.
Intenso, mas curto
constante, mas longo?
quiseste tu me ver na luz clara da lua, morta e gélida.
quisera eu que a escuridão fosse vazia e a claridade intensa.
quisera eu acreditar na verdade única. que verdade seria?
aquela que me acalenta ou que me faz pensar?
querendo mudar, querendo sempre se acomodar".

"Poema de verso (tentativa dois, como acertar?)
por vezes seguidas tentar.
atentar ao pudor.
tentar, causando dor.
por inúmeros instantes procurar palavras de amor.
por que não calar?
não permitir esta ofensa nem o gesto do lugar.
fugir para longe: esfriar, esfriar.
Esquisito, mal sabe o que dizer,
página louca, perturbada,
que deseja o fim da carga, energia quer morrer.
(e a luz da lua inconstante a aparecer, grita:
-sou luz... do sol...)".

"Pede a todo instante
pelo fim do instante.
Ou pelo instante sem fim.
o que pedir?"

"Pensa nas promessas e mentiras ditas ao arvoredo.
Pássaros que escutam, sementes que brotam com medo.
O chão já concreto, despede suas raízes.
o caminho já nasce fraco, luta para prosseguir.
- tudo medo de si mesmo - diz o passarinho,
dono de longas asas, preparado para voar.
- que posso eu fazer, sem penas, só raízes?
- podes plantar o broto, que será o alimento da minha liberdade.
É. todos os sentimento são egoístas, inclusive os de liberdade".

sábado, abril 01, 2006

conforme
formato
com forma
mato
te mato
forma.

quarta-feira, março 29, 2006

segunda-feira, março 27, 2006


das linhas que desalinham,
da fuga que é refluxo,
entre tantos entre,
entro.

terça-feira, março 21, 2006

de segunda à segunda

Eu eu eu. Eu que não quero, eu que desespero. Eu que faço, e me desfaço.
Insônia, medo, angústia, dor. Triste. Dor-triste. Como é isso? Insônia. Não acerto a palavra. Não acerto, não encontro. Não durmo. Penso na palavra. Preso na palavra. Peso a palavra. Pesa. Pesada. Cansada. Sono, nada...

segunda-feira, março 20, 2006

terça-feira, março 14, 2006

...

em direção contrária
assopro de sopro leve o vento
entre meus dentes
ar.
quente.

domingo, março 12, 2006

quinta-feira, fevereiro 23, 2006

co(r)movida


Funciona por roubo
mas eram meus

quarta-feira, fevereiro 22, 2006

o ouvido

Se te ouço solto
logo solto
o que de outro
sonho

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

segunda

abaixo da superfície da terra
ainda existem janelas
até o infinito do centro da terra
até lá existem janelas
os prédios são só
a ponta do iceberg

quarta-feira, fevereiro 15, 2006

ser ou não ser?

Dentro do ser:
ser, não ser, ser, não ser, ser, não ser...

quarta-feira, fevereiro 08, 2006


que não venha então

que não

não

para um amanhecer que nunca vêm (ou que nunca venha)

dois fingidores
fingindo não sentir dores
as cores que se vão
eles não acreditam
que se repetirão
amanhã
porque amanhã
nunca vêm
ou que nunca venha
como aço
deixo o rastro na pele
rastro de
distração adormecida.
acometida pelo medo
de adormecer.
como faço...
preciso adormecer caminhando
agora,
nessa noite vazia.
como faço?
vazia de vazio...
como faço?
como aço...

terça-feira, janeiro 31, 2006

sem querer

Se distrair é adormecer caminhando

sexta-feira, janeiro 13, 2006

impotência as vezes
vem postada mesmo

terça-feira, janeiro 10, 2006

deixar vir, indo.
indo ultrapassar o limite, o fronteiriço.
ir cortar a linha que me separa do chão que desconheço,
do chão que me faz desconhecer.
que me des forma.
desinforma.

o preto

no escuro piso em falso, piso falso.
e apalpo e cheiro e ouço as formas deformadas pela subtração das referências.

quinta-feira, janeiro 05, 2006

Em vôo - sob(re) paradoxos

Mapas são assim: levam a todos lugares e a lugar nenhum. Fazem todas as pessoalidades, singularidades; e ao conhecido, ao pessoal, ao territorial, nenhum.
Fazem todos os encontros do eu: eu-tu, ele-tu, tu-eu, eu-nós, eu-eu... e fazem encontro nenhum: o contorno descontornado.