terça-feira, abril 27, 2010
Intervenção no corredor do Instituto de Artes
segunda-feira, abril 26, 2010
quinta-feira, abril 22, 2010
quarta-feira, abril 21, 2010
terça-feira, abril 20, 2010
domingo, abril 18, 2010
sábado, abril 17, 2010
sob (re) sereno
Observatorio de sereno
A estrutura foi construída a partir de quatro suportes de metal (com função de suporte para caixa de abelha mas fora de uso). O uso do filó (tecido que possui fissuras) fala da poética da observação/olhar de detalhes efêmeros da natureza. Esta poética trata de algo que não se vê com claridade. Ao tentar registrar as etapas da formação do sereno, percebe-se a fragilidade dos métodos para descobrir o momento certo em que ele se forma. Não se trata de um fenômeno que acontece frente aos seus olhos de forma clara, por isso a escolha pelo uso do filo. As fissuras deste tecido conversam com a efemeridade do sereno ao se formar sob(re) um objeto. A construção de um observatório para realizar esta ação também fala da aposta no olhar. Trata-se de olhar e de convidar a olhar e não “pegar”, “apropriar”. De qualquer forma não deixa de ser uma ação que precisa do corpo para que aconteça. O corpo de quem se propõe a experienciar, o corpo do artista que registra.
Tal construção / intervenção deste observatório e ação de observação e registro aconteceu na cidade de Liberdade, em Minas Gerais, em Terra UNA, como o desenvolvimento do projeto para o qual fui selecionada no Prêmio Interações Florestais 2010.
quinta-feira, abril 15, 2010
terça-feira, abril 13, 2010
3 constatações de volta
2) é forte voltar depois de:
- um dia intenso
- o vento, agora sinto o vento
- confundir se
3) a gente cria frente as impossibilidades do desejo.
A gente cria porque deseja.
Criamos pequenas possibilidades
quinta-feira, abril 08, 2010
caro distante
Entre eu e tu, tudo estava muito próximo.
A medida em que o tempo passava, tão lentamente, você sumia.
Agora que já estou aqui, depois de optar pelo caminho mais lento, pelo caminho onde a superfície do que me transportava tocava a terra (assim podia sentí-la indo-se atrás dos meus pés), descobri que:
nem bem parti e já estou tão longe de ti, caro distante.
domingo, março 07, 2010
sexta-feira, março 05, 2010
ela e ele e a rua dele (s)
e lá já
já antes
antes deste agora
tinha estado
e lá já
também neste agora do "dia destes"
tinha estado
ela e ele. na rua dele.
e aqui já agora
ela e a rua dele.
sem ele.
quarta-feira, março 03, 2010
poema de distância
o cheiro é ainda de alecrim,
e a rua que era minha e tua
agora anda nua de mim.
segunda-feira, março 01, 2010
dia dela
Lou
vestida de sim
amanhece o sol
com tinta esmalte carmin
louca de amor e
fim
nunca sem sorriso
pagode e
alecrim.
para bianca, essa linda, doce e forte, que ANIMA meus dias e dança nossas noites regadas a pequenas mentiras sinceras
domingo, fevereiro 28, 2010
minas por alguns dias
manhã cedo de pé.
sonhos de pé.
pão de queijo de pé, descalço.
café.
açucar no café.
e fé. ah fé,
o pé movido.
quarta-feira, fevereiro 24, 2010
sábado, fevereiro 20, 2010
domingo, fevereiro 07, 2010
segunda-feira, fevereiro 01, 2010
domingo, janeiro 31, 2010
quinta-feira, janeiro 28, 2010
Sans Vera
« Mon ami est parti
L’est parti pour toujours
(…) Fais Battre Ton Tambour
(…)
Je sens les larmes qui montent
Mais je n'vais pas pleurer
Je sens ma peine qui gronde
Je vais la chanter
( …)
Je sens monter la colère
L’envie de crier
come on take my pain away
(…) »
Emily Loizeau
Ainda vou muito falar dela. No carro dela pensei que não interessa minha arte nem arte nenhuma. E compreendi. O corpo doente e completamente vivo. Não quer criar. Não sabe, não pode querer. E é tão vivo! A vida é ir ao mercado. Escolher gostos que apetecem. Mas o corpo tantas vezes não quer comer. A vida não é ter casa, objetos, decoração. A vida é permanecer o tanto mais que der. Isso serve para todos nós. Porque o corpo quer tanto. E eu já amo esse corpo, e eu já não posso sem ele, e eu já o vejo sempre vivo. Eu acompanho, gosto de viver ao lado. Ver viver isto que luta. Lutar é anterior a criar. Gosto agora da luta.
Ela descasca cebolas e chora. Eu choro. As cebolas choram. Nós as trituramos porque as odiamos aos pedaços. Odiamos tudo aos pedaços. Nós não as vemos diminuir porque temos lágrimas nos olhos. Nós as odiamos aos pedaços, mas não queremos vê-las tornarem-se caldo. Nem importam as cebolas mais.
Ela só quer algo para fumar para a dor passar. Eu só quero fumar com ela. Ela não está habituada à depressão, me disse. Esse desconhecido. Eu penso que a depressão é justamente questão de hábito. Mas ela fala neste desconhecido que incomoda. Quem é ele? Ou ela? Não, a depressão não mexe tanto, não vai ao mercado, não leva à Amsterdam, não ri com o corpo inteiro.
A depressão está no mesmo lugar. É alguém que é sempre este mesmo alguém. Mas ela não. Ela não é alguém.
Ela não é.
Está agora. E não queira saber depois. Simplesmente não queira.
26 de outubro de 2009
O câncer é sempre de todo mundo.
Ela está triste
Eu estou triste
A casa está triste.
E a gente espera ele parar, o câncer,
Para amanhã tentar de novo.
E ela alegre
Eu alegre
A casa alegre.
............................................................................
Escrevi estes dois textos quando conheci Vera. Enquanto convivia com ela. Ela viajava, e eu só. Ela estava, a casa cheia. Cheia de tudo. Alegria e lagrimas e sono e insônia. Compreendidos no cheio. Jamais no vazio. O cheio, e a morte perto. Ignorada.
Vera saia, o vazio vinha.
Chamei estes textos de “Para uma amiga que nunca vai ler”. Jamais pensei que o motivo seria a partida. Eu não queria que ela lesse, porque era desimportante o que eu dizia. Era algo que eu escrevia como quem desenha estrelas incessantes num pedaço de papel rasgado: preenchendo o tempo, esperando que ele passe. E o tempo passava quando ela estava. Portanto o vazio era meu. Escritos vazios para o tempo que não passava quando ela não estava.
Mas dias atrás, (agora mês atrás), eu senti saudades e quis tanto que ela lesse e que soubesse da importância da sua existência para mim.
A Vera gata do Caetano. A leonina ascendente gêmeos que em cinco minutos invadiu a casa e a vida, a minha, olhou meus olhos, com seus olhos rápidos e sempre atrasados para um novo olhar. Passou rápida e forte. Para tudo e qualquer coisa: champagne as 10 da manhã, de Marnay à Amsterdam...
“Não tem coisa melhor que fazer coisa chata junto” ela disse descascando cebolas. Nós não sabíamos se estávamos rindo ou chorando.
2 meses de cebolas, invenção de cardápios, arrumação da mesa, choro incontido dentro do carro num estacionamento qualquer, tudo porque era a coisa mais prazerosa do mundo fazer coisa chata junto com ela. A Vera.
Mas ela não estava mais para ler meus textos vazios. E Ainda escrevo.
Ela lia mal. Não sei se não queria ou se não podia. Rápida, nervosa atrás dos óculos, que ficaram na casa. Agora na minha. “eles não importam, mas os traga”. Eles eram a boa desculpa para o reencontro, disse ela sobre eles. Mais um objeto desimportante aos seus olhos.
Se houvesse o encontro, ela usaria os óculos e leria ansiosa os textos que fiz. Mas disso tudo, os óculos e textos continuam sem importância. Só do encontro. Não abriria mão. Ela também não.
Seria um encontro daqueles mais despreocupados, leves, sem importância, mas inesquecível. Como qualquer 5 minutos que passei com ela durante os dois meses na casa.
.........................
12 de dezembro de 2009
Na casa ficaram os óculos.
E quem precisa de precisão?
Na casa ficou a prescrição.
E quem precisa de prescrição?
Eu não preciso de previsão
Eu não uso mais os óculos
Eu não leio o prescrito
Eu só insisto
Nela.
15 de dezembro de 2009
Ela canta
Os lírios renascem / os lírios vêm
Perfume de quem se foi
...
Ela canta
Os lírios renascem
Perfume da Vera.
Mon amie, je pense toujours à toi.
segunda-feira, janeiro 25, 2010
sobre bolsos
no mar
tinha os bolsos
mas não as pedras
voltaram cheios de areia
"as palavras são como bolsos, ora carregam uma coisa, ora outra",
escutou-se dizer
"os bolsos furam"
esvaziou-se ao vento.
sábado, janeiro 23, 2010
esperando Jorge
eu espero
que tu venhas com as flores do campo
que venhas
eu quieta
com as palavras
todas elas
que você as tenha
na lapela
uma flor do campo, amarela
talitamayra
aliterados
tali ela
em mim
a yr,
ma petite
estão ali
todos nossos "as":
em vão acostumar.
quinta-feira, janeiro 21, 2010
quinta-feira, janeiro 14, 2010
cortinas
cobertor de vista.
Assim como fizemos com o mar naquele dia.
Acobertando as insistências da visão.
e tudo ficou tão claro.
segunda-feira, janeiro 11, 2010
para mim, num dia que se queria qualquer
Daí é claro que não nos imaginamos nas próximas 24 horas olhando para fora como quando se olha num dia qualquer, enxergando tudo sem enxergar, e indo para qualquer lugar que já estava previsto ir, seja encontrar um amigo e cuidar dele e comer com ele como ontem ou como amanhã, ou então ler o livro que se tem que ler, lendo assim como quando se olha para fora num dia qualquer, enxergando as letras todas juntas formando frases e compreensões, tudo sem enxergar. Seja nada, seja vasculhar nada para fazer, que isso também, num dia qualquer se torna normal, pertence às ações que fazemos sem enxergar direito e é assim que parece tudo claro nesses dias.
Mas é claro, que hoje não foi um dia qualquer, e é por isso que nada é claro, e foi por isso que eu chorei no banheiro, e outras pessoas tb choraram, cada uma no seu, e passei a enxergar quase tudo com os olhos inundados de dias de antes e de dias que vêm. É claro, é uma clareira. Nada é claro e tudo nos cega nesse dia. Pra amanhã eu olhar pra fora e quase não enxergar de tanto que amanhã vai fazer parte de mais um dia qualquer. Me faço essa promessa.
domingo, janeiro 10, 2010
quarta-feira, janeiro 06, 2010
para o ano que vem
assim também veio o primeiro minuto do ano novo que veio.
vieram as letras todas descobertas na casa,
entre cheiro de pão de queijo
e cheiro de livrerdade.
nada mais rápido e rasteiro que amigos antigos
num ano que vem, rápido e rasteiro.
de arrastar na areia
levados pelo rápido mar
que nos deixou restos
e rastros
que desejam se rastrocosturar
do jeito que der
pode até ser num aniversário
que começa em maio e não tem mês para terminar
para o que vier, desejo rápido e rasteiro,
esse poema arrastado, dançado até no silêncio
das proibições sonoras:
"Rápido e rasteiro
Chacal
Vai ter uma festa
que eu vou dançar
até o sapato pedir para parar.
aí eu paro
tiro o sapato
e danço o resto da vida."
para os amigos deste ano novo,
pela dança e pelos sapatos tirados
domingo, dezembro 27, 2009
besoin
Na sua nuca nua
minha boca no ar
Sussura nuca
Não nunca
Querendo te alcançar
No ar
Entre tua nuca e
minha boca nua
das incertezas,
que elas são incontroláveis,
inexistentes
as verdades.
eu sei.
ainda assim não durmo ao som do primeiro silêncio noturno.
silêncio para os olhos.
tenho medo desses olhos que não escutam.
mesmo sabendo da verdade das incertezas.
não queira saber.
tenho medo do que eles não escutam, os olhos.
nunca vou superar a noite.
domingo, dezembro 20, 2009
não querer aprisionar.
querer ficar perto, muito perto, sem ser julgada.
medo de voar de tão leve.
medo do tombo de quem voa leve.
medo de ser óbvia.
medo de não estar sendo óbvia.
impaciência.
corpo que não esconde.
não aguenta sentado.
tomba a cabeça com sono para o lado.
foge. pisa em ovos. quebra pratos.
quarta-feira, novembro 25, 2009
segunda-feira, novembro 23, 2009
Lundi matin
A casa triste
Madame Poulain, pequeno cavalo
Ou antes de madame, mademoiselle Poulain
A Amélie,
peut-être, triste.
Recolhe selos. Timbres, ela diz
Como mademoiselle, apegada aos pequenos detalhes da vida dos outros
Mas não para ela, ela recolhe.
Para o monsieur amigo.
Sim, apegada aos pequenos detalhes da vida dos outros
Ela recolhe selos para a coleção dele.
Cada um recolhe o que lhe cabe.
A casa recolhe murmúrios tristes do tempo lento que insiste
Cada canto desencarnada . a casa.
Somente brisa e talvez pó o que resta, que corpo nenhum agüenta.
Poulain, a madame, recolhe o que resta.
O murmúrio é de aspirador.
quarta-feira, novembro 18, 2009
do desejo de palavra
nos ignoram frente ao desejo posto em palavra
frente ao desejo feito arte
frente ao desejo dito
maldito
frente a ele, silencie
só assim não foge
permanece quando não sabe que está permanecendo
permanece quando estamos e ele não nos vê
permanece quando fingimos que o esquecemos e quando nossas palavras de desejo se tornam mudas
dê a ele o silêncio
mas escreva todo esse desejo,
para você
ou para outro que possa escutar.
___________
- eu desejo.
- eu não desejo .
--------------------
O amor é a arte de se esquivar,
de dançar passos sempre novos e sem nome e nunca dar nome a eles.
(Mesmo que saibamos que se trata de tango ou de samba).
-------------------
Mas,
não somente silenciar.
gritar para o vento, no vento, com o vento
o que se deseja com o corpo todo e com as palavras,
que, sim, sabemos inventar
para dar corpo aos nossos desejos.
então, não silencie, grite ao vento.
silencie aos que não podem te ouvir.
mas grite ao mundo que te escuta.
terça-feira, novembro 17, 2009
17 de novembro de 2009
Boto fé nela.
Ela que precisou me deixar
Precisou desafogar as insistências.
E de novo insistimos
Nisso que é amor mas mais que amor
Mais que borda de qualquer coisa
É qualquer coisa sem borda.
A desbordada, atordoada, bordada de flores
Dos pés à cabeça
Nos cabelos cor de escuro fortaleza
Iguais aos olhos
Eu acredito nela.
E neles.
Nos olhos e nos cabelos.
Dela.
De Déa se faz um dia uma noite
um fim de qualquer coisa.
Eu os refaço com ela.
Feitos de fios e de lágrimas
De bolo e café
De giz pastel e de dedos doces.
De você.
(para Déa com amor, palavras pelo seu aniversário! desejo de abraço e trago mas, na falta, servem palavras?)
Estrelas feitas de papel
Espaço de registro de uma ação poética que consiste em recolher desenhos de estrelas feitas em pedaços de papel para a construção de um céu de papel cheio de estrelas feitas por diversas pessoas. Este projeto teve início há alguns anos atrás e, em setembro do ano de 2009, as estrelas começaram a se multiplicar o que tornou possível a realização da junção das constelações para a feitura do céu. Também espaço para dar continuidade a este trabalho infinito de coleta de estrelas...
http://estrelasfeitasdepapel.blogspot.com/
segunda-feira, novembro 16, 2009
Estrelas escritas
sexta-feira, novembro 13, 2009
de alguma forma, disso se trata viver
Fiz para a maya esse vídeo. Há dias atrás ela me mandou um vídeo lindo, onde ela cantava “eclipse oculto”, uma música que sempre cantamos quando estamos juntas. Eu queria retribuir à altura, mas isso não existe. Isso da altura das retribuições. Daí escolhi uma música que amamos e a misturei com uma outra que a Maya ama tanto (que é surpresa) e que me lembra ela. Claro que tem alguns sérios problemas de afinação dos instrumentos (maya, um dos afinadores do violão quebrou e daí já viu: todas as outras cordas dançam no ritmo daquela imóvel), qualidade das imagens, e montagem tosca, né. Mas disso se trata viver... e nada tem que dar certo porque nosso amor é bonito.
Essa música é sobre Thelma e Louise. E por isso é sobre nós também. Ma e Maya.
Sopro de saudade de você, minha irmã.
beijo o ar, sopro o vento: não te esqueças, nos largamos daí.
(se for necessario)
quinta-feira, novembro 12, 2009
segunda-feira, novembro 09, 2009
nove de novembro de dois mil e nove
antes de hoje.
o de hoje é dia novo.
te prometo.
nove de nove de nove.
novembro.
dia de Lou, Louveciennes.
Nin nous.
Anaïs e bala de anis.
Lu.
é dia novo de Nin de nous de anis.
te prometo.
capricórnio e incesto. em branco e preto.
***
amanhã faltará menos
mas os dias serão mais.
prometo
***
Dorme-acorda com sorriso nos lábios .
nem sabe por quê.
mas eu conto para você.
sonhou com dadaísmo:
recortou o fundo da fotografia.
fez uma forma com a tesoura
ou cortou exatamente sobre a linha do contorno.
lá fora cinza.
dentro
tinta.
***
o dia é hoje.
ele me leva
novo
porque nove
novembro cinza
trem cinza
roupa cinza
cinza novo
entre nós
nuvens
novela
quer ela
e também uma vela
para soprar
as nuvens
o cinza
e fazer o pedido:
sol de suar
cerveja para arejar
vento do mar
amar
amar
amar
...
para o lu, com amor
quarta-feira, novembro 04, 2009
sem desespero sem tédio sem fim
até caetano deveria ver isso...
e cazuza se fosse vivo...
http://margensdapalavra.blogspot.com/2009/11/sem-desepero-sem-tedio-sem-fim.html
daquelas coisas que valem desejar o eterno retorno.
segunda-feira, novembro 02, 2009
domingo, novembro 01, 2009
segunda-feira, outubro 26, 2009
sábado, outubro 24, 2009
whisky e dia frio-sur-seine
- acho ótimo já, ela só, a possibilidade.
- sim, e ela possivel? você acha bom?
sexta-feira, outubro 23, 2009
empty and luck
quinta-feira, outubro 22, 2009
segunda-feira, outubro 19, 2009
sexta-feira, outubro 16, 2009
quarta-feira, outubro 14, 2009
promenade sur seine
É lá que eu sou.
Até a água fria é mais quente que minhas mãos frias.
E o vento frio é mais quente que meu corpo frio.
Enquanto eu morria, algo de vida, um novo começo nascia nele.
A vida é sempre mais forte.
Seria qualquer coisa de egoísta querer que a vida respeitasse a morte.
A vida nunca faz luto, sempre nasce pela primeira vez
Não se trata nem de dormir nem de acordar. Não sabemos de que entrega se trata.
Mas no crepúsculo alguma coisa morre, aí posso morrer.
sábado, outubro 10, 2009
eterno retorno
(para as pequenas coisas que têm a capacidade de desaparecer)
terça-feira, setembro 29, 2009
sábado, setembro 26, 2009
Vernissage Expo: "CorpoArtista", Bienal B
domingo, setembro 20, 2009
sábado, setembro 19, 2009
samedi soir
Nem um gato dócil inexistente
Apesar do manto que faz às vezes do colo quente
Hoje ninguém
Nem as palavras chegadas aqui ao meio-dia,
antes mesmo do jornal da manhã lá ainda não lido
hoje ninguém
nenhuma história nova prometida,
nem uma cantoria falada gravada a pedido
por conta de uma saudade repentina do ouvido
hoje ninguém
nem as palavras insones de desconhecido
em breve mais próximo que os mais próximos
hoje nada
nem horóscopo
nem cadarços molhados
porque o sereno foi fraco
enquanto o sono se foi
hoje desde ontem
o desespero confuso afirmou-se acontecido
nada pode mais agonizar
e por isso as palavras são inúteis
enquanto o corpo realiza suas explosões aguardadas
as palavras não podem
nem querem
nem devem mais
nada
inventar
hoje ninguém
enquanto hoje alguém
sexta-feira, setembro 18, 2009
quinta-feira, setembro 17, 2009
quarta-feira, setembro 16, 2009
terça-feira, setembro 15, 2009
SOBRE ESPERAR ESTRELAS
Anaïs Nin, 1942
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